Uma Produção de CordaSonora

Cantigas da Convivência

Música Medieval Ibérica

The Wandering Bard Ensemble

Esin Yardımlı Alves Pereira — direção artística, vielle, canto, percussão, saltério medieval, harpa medieval
Ricardo Alves Pereira — direção artística, comentários, alaúde, canto, saltério medieval, percussão
Jorge Luís Castro — canto, percussão
Rosário Tormenta — canto, percussão
Orlando Trindade — guitarra mourisca, cítola, tambor de cordas, saltério medieval, trancanholas, percussão, canto
Baltazar Molina — percussão, canto

Excerto da performance realizada na Quinta da Regaleira, 26 de julho de 2025

ora gaélicas,
ora sefarditas,
por vezes andaluzas,
ou mesmo simplesmente ibéricas.

Cantigas da Convivência é um concerto comentado e semi-encenado pelo ensemble The Wandering Bard, dedicado à música e poesia da Península Ibérica medieval, com repertório preservado em manuscritos históricos. Interpretado com canto e declamação nas línguas originais medievais, o galaico-português e latim, e com instrumentos e técnicas de execução baseados em práticas musicais históricas, o concerto propõe uma escuta convidativa de música com cerca de 800 anos.

Momentos de um concerto

Cantigas
da
Convivência

Castelo de Leiria, Dezembro 2025

Agradecemos ao Município de Leiria, ao Castelo de Leiria e à Chefe da Cultura, Catarina Carvalho, por tornarem possível o acolhimento desta inesquecível performance.

Fotografia: João Fitas

Fundamentação Artística

Na história da Ibéria medieval, muitos acontecimentos foram enquadrados pela ideia de “Reconquista”, conceito formulado séculos depois.

Em contraste, vários historiadores contemporâneos propõem o termo de “Convivência”, marcada por relações de contacto, negociação, paz e conflito entre diferentes reinos, povos e tradições que coexistiram na mesma península.

Neste concerto, a seleção musical parte dessa visão da era da Convivência, explorando melodias que soam ora gaélicas, ora sefarditas, por vezes andaluzas, ou mesmo simplesmente ibéricas.

Talvez, investigação sobre a Idade Média na Península Ibérica fosse melhor servida deixando a evidência falar por si mesma, sem impor a terminologia estabelecida, como “cristão”, “judeu” ou “árabe”, para que a verdadeira riqueza do contacto entre fronteiras culturais seja vista nos seus próprios termos.

Dwight F. Reynolds

Códice de los músicos: RBME. Patrimonio Nacional

Investigação Musical / Fontes Musicais

O concerto é um resultado de várias investigações musicológicas e filológicas realizadas pelos dois medievalistas e diretores do The Wandering Bard, Esin Yardimli Alves Pereira e Ricardo Alves Pereira, proveniente diretamente de cancioneiros históricos e manuscritos musicais medievais.

Uma breve descrição é apresentada entre cada obra musical, criando uma ponte entre o público moderno e as cantigas medievais, bem como o mundo em que foram criadas.

O repertório consiste em cantigas de D. Dinis, o Rei Trovador do Pergaminho Sharrer, Cantigas de Santa Maria de Alfonso X, o Sábio, Livro Vermelho de Montserrat, entre outras obras do trovadorismo ibérico.

MISSÃO E VISÃO DO THE WANDERING BARD: LIGAÇÃO COM O PÚBLICO

Acessibilidade

Durante o concerto, breves comentários contextuais entre as obras guiam o público através da poesia, dos manuscritos e das escolhas interpretativas, acolhendo tanto especialistas como novos ouvintes curiosos no mundo da canção medieval ibérica.

Os materiais visuais e os textos traduzidos para linguas modernas disponibilizados pelo The Wandering Bard facilitam a acessibilidade para públicos internacionais, seja através de projeções ou programas de concerto impressos.

Meet & Greet: Após o concerto, realiza-se um encontro informal com os artistas, permitindo ao público conversar com os músicos, colocar questões e aprofundar a ligação criada durante a performance.

“Aprender é partilhar”

Com o objetivo de fortalecer a ligação do público à performance, podem ser realizadas duas apresentações prévias ao espetáculo: a primeira dedicada ao enquadramento histórico, geográfico e cultural do repertório e das pessoas que lhe deram origem; a segunda dedicada à apresentação dos instrumentos medievais utilizados e à explicação da sua sonoridade, função e contexto.

Para The Wandering Bard, aproximar o público dos instrumentos, dos manuscritos e das pessoas que deram origem a esta música é também partilhar o entusiasmo por este universo. Aprender torna-se, assim, uma forma de ligação entre passado e presente, e uma alegria vivida em comum.

The Wandering Bard

Música Medieval viva

Fundado e dirigido por Esin Yardimli Alves Pereira e Ricardo Alves Pereira, também responsáveis pelos festivais portugueses de música medieval CMML e DMMB, The Wandering Bard é um ensemble dedicado à interpretação historicamente informada, ancorada em fontes manuscritas. Reconhecido por performances precisas, envolventes e semi-encenadas, o ensemble alia arranjos distintivos resultantes da investigação histórica a uma forte criatividade musical, com narração contextual e comentários que tornam a música medieval rara relevante para o público atual. Enquanto os seus álbuns alcançam milhares de ouvintes em todo o mundo, o ensemble convida regularmente especialistas e artistas de renome, como Eduardo Paniagua e Fernando Ribeiro (Moonspell), para formações variáveis em palco.

Com base na investigação e recuperação musical de Esin e Ricardo, The Wandering Bard, conta com a apresentação ao público de mais de cem Cantigas de Santa Maria de Alfonso X, o Sábio, obras do Livro Vermelho de Montserrat, Cantigas de Amigo de Martin Codax do Pergaminho Vindel na sua íntegra, e cantigas seculares de dezenas de trovadores e jograis da Península Ibérica. A sete de janeiro de 2025, data que assinalou os setecentos anos após a morte de D. Dinis, o Rei Trovador, o ensemble estreou a investigação musical de Esin e Ricardo sobre as sete Cantigas de Amor atribuídas ao Rei-Poeta, recuperadas a partir do Pergaminho Sharrer.

Clique aqui para ver outros trabalhos de The Wandering Bard

Booking

“Cantigas da Convivência” está disponível para agendamento.

A formação do ensemble The Wandering Bard é ajustável (2 a 6 músicos), mantendo sempre a integridade total do repertório.

“Cantigas da Convivência” é um projeto escalável, que pode ser adaptado a formações mais reduzidas, em articulação com a entidade anfitriã.

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