Uma Produção de CordaSonora

A Melodia de D. Dinis

Música do Rei Trovador a partir do Pergaminho Sharrer

The Wandering Bard Ensemble

Esin Yardımlı Alves Pereira — direção artística, vielle, canto, harpa medieval
Ricardo Alves Pereira — direção artística, alaúde, canto,  percussão
Jorge Luís Castro — canto
Ruben Leonardi — percussão, canto

Excerto da performance realizada no Mosteiro da Batalha, Dezembro 2025

a natureza do amor:
Por vezes alegre,
por vezes mordaz

Interpretando as únicas melodias descobertas das cantigas de amor, e ainda mais, atribuídas a D. Dinis, o Rei-Trovador, The Wandering Bard dá vida a um tesouro medieval ibérico, o Pergaminho Sharrer, recorrendo a técnicas de performance historicamente informadas e a instrumentação inspirada nas iluminuras da época e região. Brevemente a ser lançado como o oitavo álbum do grupo, este projeto resulta de uma investigação raramente empreendida.

As cantigas de amor são canções da tradição trovadoresca galaico-portuguesa (séculos XII–XIV), nas quais o poeta lamenta a beleza, virtude e superioridade da sua dama inatingível. No seu núcleo encontra-se a coita d’amor, uma forma de sofrimento amoroso própria da Península Ibérica medieval. Por vezes alegre, por vezes mordaz, a natureza multifacetada deste “amor” revela-se ao longo do concerto, enquanto D. Dinis de Portugal, o rei conhecido pelo epíteto “O Rei-Poeta”, demonstra a sua mestria na arte.

Momentos de um concerto

A Melodia
de D. Dinis​

Mosteiro da Batalha, Dezembro 2025

Agradecemos à Museus e Monumentos de Portugal, E. P. E., ao Mosteiro da Batalha e à Diretora, Clara Moura Soares, por acolherem a herança musical do Rei-Trovador.

Pergaminho Sharrer

Descoberto em 1990 e constituído por sete cantigas de amor do rei D. Dinis (1261-1325), o Pergaminho Sharrer é considerado o único documento sobrevivente com notação musical deste género, do qual subsistem milhares de poemas preservados em cancioneiros, embora sem notação musical.

De maneira a dar à obra uma forma executável pelo The Wandering Bard, Esin Yardimli Alves Pereira e Ricardo Alves Pereira decifraram o manuscrito e reconstruíram as lacunas diretamente a partir dos fragmentos sobreviventes.

Os namorados que troban d’amor
todos devian gram’doo fazer
e non tomar en si nen hun prazer
por que perderon tam bõo senhor
com’e el Rey don denis de Portugal
de que non pode dizer nen hun mal
homen pero seia posfazador.

— Johan Jograr, morador en leon (séc. XIV)

Pergaminho Sharrer: Arquivo da Torre do Tombo

MISSÃO E VISÃO DO THE WANDERING BARD: LIGAÇÃO COM O PÚBLICO

Acessibilidade

Durante o concerto, breves comentários contextuais entre as obras guiam o público através da poesia, dos manuscritos e das escolhas interpretativas, acolhendo tanto especialistas como novos ouvintes curiosos no mundo da canção medieval ibérica.

Os materiais visuais e os textos traduzidos para linguas modernas disponibilizados pelo The Wandering Bard facilitam a acessibilidade para públicos internacionais, seja através de projeções ou programas de concerto impressos.

Meet & Greet: Após o concerto, realiza-se um encontro informal com os artistas, permitindo ao público conversar com os músicos, colocar questões e aprofundar a ligação criada durante a performance.

“Aprender é partilhar”

Com o objetivo de fortalecer a ligação do público à performance, podem ser realizadas duas apresentações prévias ao espetáculo: a primeira dedicada ao enquadramento histórico, geográfico e cultural do repertório e das pessoas que lhe deram origem; a segunda dedicada à apresentação dos instrumentos medievais utilizados e à explicação da sua sonoridade, função e contexto.

Para The Wandering Bard, aproximar o público dos instrumentos, dos manuscritos e das pessoas que deram origem a esta música é também partilhar o entusiasmo por este universo. Aprender torna-se, assim, uma forma de ligação entre passado e presente, e uma alegria vivida em comum.

The Wandering Bard

Música Medieval viva

Fundado e dirigido por Esin Yardimli Alves Pereira e Ricardo Alves Pereira, também responsáveis pelos festivais portugueses de música medieval CMML e DMMB, The Wandering Bard é um ensemble dedicado à interpretação historicamente informada, ancorada em fontes manuscritas. Reconhecido por performances precisas, envolventes e semi-encenadas, o ensemble alia arranjos distintivos resultantes da investigação histórica a uma forte criatividade musical, com narração contextual e comentários que tornam a música medieval rara relevante para o público atual. Enquanto os seus álbuns alcançam milhares de ouvintes em todo o mundo, o ensemble convida regularmente especialistas e artistas de renome, como Eduardo Paniagua e Fernando Ribeiro (Moonspell), para formações variáveis em palco.

Com base na investigação e recuperação musical de Esin e Ricardo, The Wandering Bard, conta com a apresentação ao público de mais de cem Cantigas de Santa Maria de Alfonso X, o Sábio, obras do Livro Vermelho de Montserrat, Cantigas de Amigo de Martin Codax do Pergaminho Vindel na sua íntegra, e cantigas seculares de dezenas de trovadores e jograis da Península Ibérica. A sete de janeiro de 2025, data que assinalou os setecentos anos após a morte de D. Dinis, o Rei Trovador, o ensemble estreou a investigação musical de Esin e Ricardo sobre as sete Cantigas de Amor atribuídas ao Rei-Poeta, recuperadas a partir do Pergaminho Sharrer.

Clique aqui para ver outros trabalhos de The Wandering Bard

Booking

“A Melodia de D. Dinis​” está disponível para agendamento.

A formação do ensemble The Wandering Bard é ajustável (2 a 6 músicos), mantendo sempre a integridade total do repertório.

“A Melodia de D. Dinis​” é um projeto escalável, que pode ser adaptado a formações mais reduzidas, em articulação com a entidade anfitriã.

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