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The
Wandering
Bard

Música Medieval viva

Dirigido por Esin Yardimli Alves Pereira e Ricardo Alves Pereira, também responsáveis pelos festivais portugueses de música medieval CMML e DMMB, The Wandering Bard é um ensemble de música antiga dedicado à interpretação historicamente informada, ancorada em fontes manuscritas.

Enquanto os seus sete álbuns chegam a milhares de ouvintes em todo o mundo, ultrapassando os 3 milhões de streams, o ensemble convida regularmente especialistas e artistas de renome, como Eduardo Paniagua e Fernando Ribeiro (MOONSPELL), bem como uma seleção de artistas emergentes, para diferentes formações em palco.

Profundamente enraizado no universo da música antiga, The Wandering Bard cria com mestria uma ponte para públicos menos familiarizados com o género, integrando nos seus programas dimensões narrativas de carácter histórico ou mítico.

Reconhecido por performances precisas, envolventes e semi-encenadas, o ensemble alia os seus arranjos distintivos, resultantes da investigação histórica e de uma forte criatividade musical, a narração contextual e comentários que tornam repertórios medievais raros relevantes para o público atual.

Discografia

The Wandering Bard ao Vivo

Programas de Concerto

Booking: Marta Almeida
booking@cordasonora.com

DA ESTEYRA VERMELHA CANTAREY – FROM THE RED MAT I SHALL SING
Recital de poesia musicada onde a sátira e a música medieval se unem para celebrar a liberdade de expressão.
Com Fernando Ribeiro, dos MOONSPELL 
Música antiga · Literário · Crossover
(recomendado para maiores de 18 anos)
Quarteto | 60–75 min

CANTIGAS DA CONVIVÊNCIA – SONGS OF LIVING-TOGETHERNESS
Concerto comentado semi-encenado, explorando as culturas musicais da Península Ibérica medieval.
Música antiga · Património · Multicultural
Sexteto (adaptável: 3 a 8 músicos) | 50–75 min

O LIVRO DO REI – THE BOOK OF THE KING
Uma viagem autobiográfica através das Cantigas de Santa Maria de Alfonso X.
Música antiga · Património
Trio (adaptável: 2 a 4 músicos) | 50–75 min

A MELODIA DE D. DINIS – THE MELODY OF D. DINIS
As cantigas sobreviventes do Rei-Poeta de Portugal, reconstruídas a partir do Pergaminho Sharrer.
Música antiga · Património
Quarteto (adaptável: 2 a 4 músicos) | 60–75 min

The Wandering Bard em Números

7

Álbuns lançados

+30K

Ouvintes mensais

3.5M

Streams em plataformas online
🇺🇸 Estados Unidos — 410.789 🇩🇪 Alemanha — 88.795 🇫🇷 França — 61.504
🇬🇧 Reino Unido — 61.073 🇨🇦 Canadá — 55.808 🇪🇸 Espanha — 52.222 🇧🇷 Brasil — 46.888 🇵🇹 Portugal — 46.314
🇲🇽 México — 34.726 🇵🇱 Polónia — 32.339 🇳🇱 Países Baixos — 27.645 🇮🇹 Itália —
23.265 🇦🇺 Austrália — 20.776 🇸🇪 Suécia — 20.223 🇹🇷 Turquia — 16.311
Streams por país · últimos 12 meses

Formatos de performance

CONCERTOS, ATIVIDADES INTERATIVAS & EDUCATIVAS

DISTINTIVOS REPERTÓRIOS DE CONCERTO
Concertos comentados semi-encenados; de 2 a 8 músicos em palco, cada produção com as suas próprias fontes manuscritas, narrativa, formação e público-alvo.

RECITAIS DE POESIA MUSICADA
Disponíveis com traduções para português, espanhol e inglês.

PALESTRAS E OFICINAS PARTICIPATIVAS
Aproximando tanto o público especializado como o amador curioso da cultura da Península Ibérica medieval através de fontes manuscritas.

EXPOSIÇÕES INTERATIVAS DE INSTRUMENTOS
Demonstrações pelos membros de The Wandering Bard, nas quais os participantes podem tocar e experimentar uma seleção de instrumentos construídos e apresentados por Orlando Trindade, com base na arquitetura e em manuscritos medievais.

FORMAÇÃO DE COROS COMUNITÁRIOS
Integração de repertório em coros já existentes, bem como criação de coros com participantes sem qualquer experiência prévia, ensinando pronúncias medievais, notação neumática e técnicas de canto, com ou sem partitura.

LANÇAMENTO MAIS RECENTE

Leyriath, The Path of Moonlight

Cantigas de Santa Maria (Alfonso X)

por The Wandering Bard

UM SONHO MEDIEVAL NUMA NOITE PRATEADA

Uma viagem instrumental de 50 minutos através de dez Cantigas de Santa Maria, provenientes do Códice de los Músicos e do Códice Rico. Interpretadas em viele, oud e percussão tradicional, o ensemble dá vida a manuscritos medievais através de arranjos que equilibram autenticidade histórica e profundidade emocional. Cada cantiga integra um arco musical mais amplo, inspirado em The Path of Moonlight, uma das histórias mais acarinhadas de Leyriath, culminando num final declamado. Unindo investigação de fontes manuscritas, técnica de gymel e uma narrativa imersiva, The Wandering Bard apresenta uma interpretação intemporal e expressiva da música medieval para o público contemporâneo.

Leia a história relacionada com o álbum aqui

Estilo artístico

Fontes, instrumentos e prática performativa

INSTRUMENTOS DE ÉPOCA
The Wandering Bard interpreta com instrumentos representados em manuscritos e na arquitetura medieval ibérica.

FONTES MANUSCRITAS
Os repertórios atuais incluem mais de 100 Cantigas de Santa Maria (do Códice de los Músicos e do Códice Rico), a totalidade do Pergaminho Vindel, do Pergaminho Sharrer e do Llibre Vermell de Montserrat, bem como diversas cantigas de amigo, cantigas de amor e cantigas de escárnio e maldizer, selecionadas pela sua capacidade de estabelecer uma ligação com o público contemporâneo, através de investigação realizada sobre o corpus integral do Cancioneiro da Biblioteca Nacional e do Cancioneiro da Vaticana.

ARRANJOS E PERFORMANCE HISTORICAMENTE INFORMADOS
The Wandering Bard utiliza técnicas musicais (contrafactum, organum, gymel…) descritas em tratados históricos.

CONCERTOS COMENTADOS e NARRATIVAS MUSICAIS
Nos concertos comentados, cada obra é acompanhada por uma introdução de cerca de um minuto, reforçando a ligação do público ao repertório e à cultura que está na origem da música. Nos concertos com narrativas musicais, uma história contada entre as peças constrói um arco ao longo do concerto, oferecendo uma perspetiva não histórica, acompanhada por arranjos concebidos para reforçar as emoções da narrativa.

ABORDAGEM CURATORIAL INCLUSIVA
The Wandering Bard seleciona cuidadosamente repertório que possa ser partilhado com públicos de diferentes origens e sensibilidades, evitando violência gráfica, glorificação da guerra, racismo, sexismo e outros conteúdos de natureza igualmente alienante. O objetivo é destacar aspetos acolhedores, humanos e culturalmente ricos do mundo medieval, mantendo simultaneamente a fidelidade às fontes históricas.

UMA IDENTIDADE, VÁRIOS CAMINHOS
A música antiga e o património permanecem no centro do universo do ensemble, enquanto produções individuais se adaptam também a festivais de folk, literatura e outros circuitos alternativos. O público de The Wandering Bard inclui público jovem interessado tanto por história como por literatura fantástica. Um festival literário, um ciclo de música antiga e um evento de dark folk podem programar produções diferentes, mas a identidade artística de The Wandering Bard permanece inconfundível.

Parceiros selecionados

Instituições, espaços e entidades culturais que apresentaram ou apoiaram The Wandering Bard

ESPAÇOS PATRIMONIAIS
Castelo de Leiria
Mosteiro da Batalha
Mosteiro de Alcobaça
Museu Nacional de Machado de Castro
Quinta da Regaleira
Paleis Het Loo
St. Nicolas Church, Brighton

PARCEIROS PÚBLICOS E REGIONAIS
Município de Sintra
Município de Leiria
Município de Coimbra
Município de Palmela
Município de Reguengos de Monsaraz
CCDR Norte

REDES CULTURAIS
Rota do Românico
Rede Municipal do Vale do Sousa

ASSOCIAÇÕES CULTURAIS
Bolsa de Originais
Aurum et Purpura
Pinhal del Rey
QuadraSoltas

UNIVERSIDADES, FUNDAÇÕES E MEDIA
Universidade de Coimbra
Universidade do Porto
Fundación DEARTE
Fundação Cultursintra
Norte Pontual 2024
Fundação GDA
Antena 2 (Portugal)

FESTIVAIS
Festival Medinaceli Música Antigua 2026
Cistermusica 2026
Festival Arte(s) Em Palco 2025
Festival BANG! 2024
Festival Paredes à Capela 2023
26.º Festival Acaso 2021
Brighton Early Music Festival 2019
Piantón IX Festival Internacional de Música 2019
Brighton Fringe 2019

Momentos de um concerto

"Da esteyra vermelha cantarey"

Mosteiro da Batalha

Uma performance única onde a música medieval encontra uma das maiores vozes do heavy metal em Portugal, Fernando Ribeiro.

Dedicado às Cantigas de Escárnio e Maldizer, “Da esteyra vermelha cantarey” cruza a música medieval com a estética poética portuguesa contemporânea, numa criação de The Wandering Bard, de Esin Yardimli Alves Pereira e Ricardo Alves Pereira, acompanhados por um convidado muito especial: o poeta e escritor Fernando Ribeiro, dos Moonspell.

Juntos, o titã do metal e o ensemble dos dois medievalistas dão vida a uma performance satírica e provocadora, criando uma ponte entre a tradição trovadoresca e o espírito do século XXI, numa celebração da liberdade de expressão.

Fotografia: João Fitas

The Wandering Bard ao Vivo

Aceda à playlist completa clicando aqui

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The Wandering Bard & Fernando Ribeiro – “Da Esteyra Vermelha Cantarey” – Mosteiro da Batalha, 2026

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The Wandering Bard with Eduardo Paniagua — “Que mui gram prazer que eu ey” — Castelo de Leiria, 2025

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The Wanderig Bard Quartet — Levantou-se a alva — Castelo de Leiria, 2025

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The Wandering Bard Sextet – Música do Rei Trovador – Quinta da Regaleira, Lisboa, 2025

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The Wandering Bard Quartet – Música do Rei-Trovador – Mosteiro da Batalha, 2025

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CMML2024 Visuals – The Wandering Bard – Con razon e d’averen gran pavor, CSM 144 (Eternally Stone)

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The Wandering Bard Trio – O Livro do Rei – Castelo de Leiria, 2026

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The Wandering Bard Trio & Coro Comunitário DMMB — Cantando em Comunidade no Mosteiro da Batalha — 2025

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The Wandering Bard Duo – Música do Rei Trovador – Museu Nacional Machado de Castro, 2025

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The Wandering Bard Quartet – O Livro do Rei – Mosteiro de Alcobaça, 2026

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Ricardo Alves Pereira – O Trovador – Legado de D. Dinis – Igreja de São Francisco, Leiria, 2025

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The Wandering Bard Quartet – O Livro do Rei – Mosteiro da Batalha, 2024

Eventos Educativos

A MISSÃO E A VISÃO DE THE WANDERING BARD

“Aprender é partilhar”

Para reforçar a ligação do público à performance, podem ser realizadas, antes de cada concerto, uma ou duas sessões introdutórias que acolhem tanto especialistas como ouvintes curiosos no universo da música medieval ibérica.

Tanto as oficinas participativas como as palestras apresentam o contexto histórico, geográfico e cultural do repertório e das pessoas que o criaram, podendo desenvolver-se num diálogo entre os participantes.

As exposições interativas de instrumentos apresentam os instrumentos medievais utilizados na performance e exploram o seu som, função e contexto histórico, permitindo aos participantes tocar e experimentar a maioria dos instrumentos disponíveis.

Para The Wandering Bard, aproximar o público dos instrumentos, manuscritos e pessoas por detrás desta música é uma forma de partilhar o entusiasmo do ensemble por este universo. A aprendizagem torna-se, assim, uma ligação entre passado e presente e uma alegria partilhada.

Acessibilidade

Durante os concertos, breves comentários contextuais entre as obras orientam o público através da poesia, dos manuscritos e das escolhas interpretativas.

Além disso, as transcrições em galaico-português, as traduções modernas e os materiais visuais preparados pelos fundadores de The Wandering Bard podem ajudar o público internacional a acompanhar as narrativas transmitidas pelas obras vocais, através de projeções ou de programas de concerto impressos.

Meet and Greet: Após o concerto, pode ser organizado um encontro informal com os artistas, dando ao público a oportunidade de conversar com os músicos, colocar questões e aprofundar a ligação criada durante a performance.

Álbuns Anteriores

Música
Antiga

Nesta coleção, interpretações historicamente informadas dos arranjos originais do ensemble mantêm-se fiéis às práticas performativas da música medieval e renascentista.

O sexto álbum de The Wandering Bard reúne uma seleção de Cantigas de Santa Maria em versão instrumental, com base no Códice de los Músicos, acompanhada por uma história comovente sobre música, tradições e perdão.

Leia a história relacionada com o álbum aqui

The Wandering Bard apresenta uma narrativa musical através de repertório da Península Ibérica renascentista, culminando, no final do álbum, numa história contada através da música.

“The Song of Lumino” fala de companheirismo, magia, beleza e, acima de tudo, do poder da música; o que ela pode oferecer, mas também tirar.

Leia a história relacionada com o álbum aqui

O quarto álbum de The Wandering Bard, lançado por ocasião das comemorações dos 800 anos do nascimento do rei Alfonso X, o Sábio, transporta o público até à Idade Média através das Cantigas de Santa Maria atribuídas ao próprio monarca. No final do álbum, é apresentada uma narrativa musical que convida o público a imaginar através desta música.

Leia a história relacionada com o álbum aqui

Narrando a história através das perspetivas das suas seis esposas e recorrendo a repertório atribuído ao próprio rei Henrique VIII, em In Good Company With King Henry VIII, The Wandering Bard conduz o público pelas paixões, pelos fardos e pela beleza da Inglaterra real.

Momentos de um concerto

Cantigas de D. Dinis, o Rei-Poeta

Mosteiro da Batalha

Interpretando as únicas melodias conhecidas de cantigas de amor atribuídas a D. Dinis, o Rei-Trovador, The Wandering Bard dá vida a um tesouro da Península Ibérica medieval, o Pergaminho Sharrer, através de técnicas de performance historicamente informadas e de instrumentos representados nas iluminuras da época e da região. Com lançamento previsto como o oitavo álbum do ensemble, este projeto resulta de um trabalho de investigação raramente realizado.

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Descoberto em 1990 e contendo sete cantigas de amor do rei medieval D. Dinis de Portugal (1261–1325), o Pergaminho Sharrer é considerado o único documento sobrevivente com notação musical de um género do qual subsistem milhares de poemas em cancioneiros sem notação musical.

Para tornar a obra interpretável por The Wandering Bard, Esin Yardimli Alves Pereira e Ricardo Alves Pereira decifraram o manuscrito e reconstruíram as lacunas diretamente a partir dos fragmentos sobreviventes.

Fotografia: Gil Lemos

Galeria

Contacte-nos para versões e tamanhos adequados para publicações.

Comentários

O que dizem sobre
The Wandering Bard

“Estes artistas são os músicos medievais do século XXI.”
— La Voz de Galicia
Após várias atuações no Festival Piantón, nas Astúrias, Espanha, em 2018

“Não há palavras para descrever o momento vivido ontem no concerto de Ricardo Alves Pereira. A Capela estava cheia e, de repente, estávamos a viver um universo de emoções tocadas por uma sensibilidade singular, vindas da caixa de ressonância de um instrumento único, ecoando até ao vale da Praia de Paredes. A todos os que estiveram presentes, muito obrigado.”
— Ricardo de Morais Martins (organizador do Festival de Música Clássica de Paredes à Capela 2023)
Após um concerto a solo de Ricardo Alves Pereira, apresentando repertório de The Wandering Bard

“É uma oportunidade única para o público em geral de familiarizar com a alma da música, oferecendo esta visão deste período da nossa história e o quadro em que vivia, das relações. Sem dúvida que queremos, com estes concertos, fazer uma viagem, uma viagem no tempo.”
— Anabela Graça, vereadora da Câmara de Leiria
Entrevista à TSF sobre o CMML2024, Ciclo de Música Medieval de Leiria, organizado pela CordaSonora, com performances de The Wandering Bard

“Gostaria de agradecer à Esin e ao Ricardo, The Wandering Bard, pelo excelente trabalho que fazem — não só musicalmente, mas também (eles não gostam desta palavra, mas vou usá-la na mesma) academicamente. São grandes investigadores de toda a poesia e música medievais. Aprendi muito com eles. […] Têm aqui um fã. Obrigado!”
— Fernando Ribeiro
Do seu discurso durante a performance de “Da Esteyra Vermelha Cantarey”, integrada no CMML2025

“Nós já não conseguimos colocar mais lugares na igreja…”
— Catarina Carvalho, Chefe da Divisão de Museus e Património Cultural da Câmara Municipal de Leiria
Entrevista na Antena 2 sobre o Ciclo de Música Medieval de Leiria (CMML2024). Programa: Império dos Sentidos, de Paulo Alves Guerra

“The Wandering Bard é uma aventura partilhada por Ricardo Alves Pereira e Esin Yardimli que atua na interseção entre música e narrativa.”
— Jornal de Leiria (12.09.23)

“Leyriath [of Music and Legends, Cantigas de Santa Maria (Alfonso X)] possui um som completo e profissional, e a sua paixão e potência vão te surpreender.”
— W.K. Greyling (curador da Ancient FM), 2021

“Todo o meu vocabulário é pequeno para vos manifestar o que me vai na alma.”
— Maria Antónia Varino Carreira,
Participante no Coro Comunitário DMMB2025, sobre a sua experiência durante o festival

“Que noite mágica The Wandering Bard nos proporcionou no nosso espaço intimista em Brighton! Este ensemble invulgar e talentoso parece ter sido feito de propósito para o Bom-Bane’s. A sua requintada fusão de folk, música antiga e storytelling encantou o nosso público, que ficou enfeitiçado e não os deixou sair sem encores que mostrassem o seu virtuosismo natural, exigindo ainda que eu os convidasse a voltar! O que, claro, fiz…”
— Jane Bom Bane (proprietária da sala de concertos Bom-Bane’s)
Após várias atuações durante o Brighton Fringe 2018/19

“Trabalhamos com o TWB há mais de um ano e adoramos a sua abordagem à construção de um concerto como uma ou duas narrativas musicais. Achámos esta ideia particularmente envolvente em workshops, onde há tempo para explorar as ideias por detrás de uma narrativa. O TWB também foi fantástico durante o confinamento, trazendo-nos alegria e energia musical em workshops através do Zoom.”
— Andrew Robinson (diretor do BREMF Community Choir), 2020

“Uma viagem ao coração da era medieval.”
— MusicaAntigua.com
Sobre o sexto álbum do ensemble, “Leyriath, The Tale of Capricornus: Cantigas de Santa Maria (Alfonso X)”

Instrumentos

Venus the Vielle & Tiger Eye Vihuela

The Wandering Bard interpreta em instrumentos construídos seguindo com rigor os detalhes de instrumentos históricos destinados à interpretação de repertório do final da Idade Média e do Renascimento, concebidos por Orlando Trindade, que se dedica à construção e restauro de instrumentos de corda, com especial interesse pelos instrumentos de música antiga. Desde 2000, colabora com músicos, investigadores, musicólogos e outros violeiros, procurando sempre desenvolver o melhor trabalho possível no campo da reconstituição histórica deste património. Os instrumentos principais de Esin e Ricardo foram financiados através de uma campanha de GoFundMe bem-sucedida promovida pelo ensemble. Estes são os doadores que acreditaram em The Wandering Bard e contribuíram para tornar os nossos sonhos realidade. Seremos sempre gratos aos membros fundadores da Família CordaSonora:

Fiona Johnson, Paula Alves, Sara Pera, Bob Ahern, Mert Susur, Bahadır Noyan Coşkun, Kevin Anrich, T G, Sevil F, Ines Anonymous, Pedro Filipe, Ege Yardimli, Isabel Do Vale, Ali Kemal Yardımlı, Seyhan Has Yardimli, Metehan Köktürk, Ece Şermet, Ana Margarida Vieira Sousa, Ferran Bertomeu Castells, Alison Mitchell, Alessandro Valcepina, Michael Strain, Iván Nogueira, Annette Boyne, David Grimes, Toothfairy, Damla Us, Erica Johnson, Shirley Johnson, Keren Em, Nicholas Grimes, John Mansbridge, Tomaz Alves, Clara Silva, Maria Lurdes Alves Castanheira, Carlos Pereira, Bengi Yardımlı, Isabel Martinez, Glynis Johnson, Silver J. Bosch

Venus the Vielle

Este instrumento foi construído a partir de uma única peça de madeira de tília (à exceção de alguns elementos em madeira de cerejeira), seguindo uma prática comum desde a Idade Média. Durante este período, a madeira de tília era frequentemente utilizada na escultura em madeira e na construção de instrumentos musicais. A sua textura macia permitia a artistas e violeiros esculpir peças de extraordinário detalhe, razão pela qual esta árvore era conhecida como sacrum lignum, ou “madeira sagrada”.

A Venus the Vielle foi criada com base em várias fontes históricas, seguindo principalmente o modelo representado numa pintura de Giovanni Ambrogio de Predis, pintor que colaborou com Leonardo da Vinci na criação desta obra.

Observando com atenção, é possível identificar várias semelhanças entre os instrumentos: as cabeças em forma de lágrima, comuns em instrumentos medievais e renascentistas; as aberturas em C orientadas para o interior do instrumento; as laterais da caixa de ressonância com uma curvatura para dentro; e a presença de cinco cordas em ambos os instrumentos.

Anjo de Verde com uma Vielle, de Ambrogio de Giovanni de Predis, c. 1490

Túmulo de D. Inês de Castro, Mosteiro de Alcobaça (1358–1367)

Tiger Eye Vihuela

Existem apenas três vihuelas do século XVI conhecidas que chegaram até aos nossos dias em todo o mundo. Orlando Trindade reproduziu ao mais ínfimo detalhe um destes instrumentos, conhecido como “Vihuela Chambure”.

Originalmente catalogado como uma guitarra clássica, este instrumento foi “redescoberto” em 1990 na coleção de instrumentos musicais da Cité de la Musique, depois de ter sido transferido do antigo museu do Conservatório de Paris. Investigações posteriores concluíram que se tratava de um instrumento construído para um músico de elevado nível performativo. De um modo geral, os instrumentos dispendiosos eram feitos para amadores abastados, que investiam nas belas decorações e não necessariamente na qualidade sonora do instrumento.

A simplicidade do seu desenho e as proporções cuidadosamente medidas da Vihuela Chambure tornam-na ideal para uma interpretação da mais elevada qualidade. A Tiger Eye Vihuela deve o seu nome à madeira Tigerwood utilizada nas ilhargas e no fundo do instrumento.

A gravura abaixo pertence ao livro para vihuela intitulado El Maestro, escrito por Luis Milán em 1536, e representa Orfeu a tocar vihuela.

Orfeu a tocar vihuela, autor desconhecido, 1536

A ABORDAGEM DE THE WANDERING BARD À SUA MÚSICA

O Porquê e o Como

The Wandering Bard iniciou o seu percurso com um objetivo e, como acontece com todos os projetos duradouros, esse objetivo evoluiu à medida que o próprio ensemble evoluía.

O objetivo era simples: tornar a sua música sofisticada e de elevada qualidade, mas ao mesmo tempo acessível e apreciável.

Os primeiros trabalhos do ensemble nasceram da ideia de unir as qualidades da música renascentista e da música folk, com o desejo de chegar a públicos que, de outra forma, talvez nunca tivessem conhecido o outro lado da moeda. O ensemble abordava ambos os universos com igual respeito e paixão, combinando os seus elementos distintos para criar um novo som, adequado tanto a igrejas e salas de concerto como a pequenos teatros e espaços de encontro cultural.

Foi um sucesso. The Wandering Bard passou a apresentar-se internacionalmente em todos estes tipos de espaços; por vezes para centenas de pessoas, outras vezes para apenas algumas. Ambos os formatos de concerto alcançavam os resultados únicos que o ensemble sempre procurara: as salas de concerto ampliavam a profundidade e a seriedade do seu trabalho, enquanto os encontros mais intimistas criavam a atmosfera mágica daquele sentimento de “bardo junto à lareira”, em que o público levava para casa não apenas a memória de um concerto extraordinário, mas também a de uma dessas noites únicas em que se partilha uma bebida e se contam histórias.

Tanto os públicos da música clássica como os da música folk apreciavam os repertórios do ensemble, enriquecidos por obras que não estavam habituados a ouvir nos seus próprios contextos musicais. Isto acontecia porque os arranjos eram abordados da mesma forma, independentemente de o repertório de origem provir de tradição escrita ou oral: apresentando musicalmente a narrativa contada entre as peças, criando um arco ao longo do repertório selecionado; sugerindo elementos dessa narrativa através de motivos melódicos e dinâmicos. Assim nasceu a linguagem musical de The Wandering Bard.

Com o passar dos anos, os membros começaram a perceber que aquilo que estabelecia a ligação entre ambos os públicos ia além da simples combinação de repertórios e que o próprio repertório medieval, por si só, conseguia chegar simultaneamente a ambos os universos.

E foi assim que tudo começou. Os manuscritos. Os instrumentos adequados à época. A investigação. Incontáveis dias e noites de costas curvadas sobre digitalizações de cancioneiros, pergaminhos e dicionários. Tudo isto combinado com a narração ao estilo trovadoresco que o ensemble vinha desenvolvendo desde o início.

Também isto foi um sucesso, à medida que milhares de pessoas (desde académicos de História e musicólogos, a leitores de literatura fantástica) começaram a descobrir e apreciar The Wandering Bard nas plataformas online, exatamente como o ensemble desejava.

E hoje, The Wandering Bard interpreta e ensina música medieval através de uma abordagem historicamente informada, mas ainda assim única. Os resultados da sua investigação são apresentados em arranjos distintivos baseados em manuscritos, refletindo ao mesmo tempo elementos das narrativas musicais que o ensemble apresenta nos seus concertos e álbuns. A paixão por chegar a públicos diferentes e criar uma ligação encontrou um novo espaço nas suas palestras e oficinas abertas a todos, onde os participantes podem observar as próprias fontes e descobrir a magia muito concreta que existe por detrás desta música através dos manuscritos históricos — fruto do desejo do ensemble de contribuir para a democratização da cultura e do conhecimento.

Detalhes de Produção & Booking

FORMAÇÃO FLEXÍVEL · 2–8 MÚSICOS
À exceção do programa “Da Esteyra Vermelha Cantarey”, a formação de The Wandering Bard pode ser adaptada tendo em conta a dimensão e as características do espaço de concerto, bem como o enquadramento orçamental das entidades que apoiam e acolhem o evento, preservando sempre a integridade do repertório.

FORMATO ACÚSTICO OU AMPLIFICADO
Formato acústico para cerca de 200 pessoas, ou para públicos maiores em espaços com condições acústicas favoráveis; amplificação disponível sempre que necessário, com rider técnico adaptado a cada produção.

DISPONÍVEL MEDIANTE SOLICITAÇÃO
Equipa de vídeo/fotografia ao vivo, designer de iluminação e equipamento, programas bilingues prontos para impressão e outros materiais de imprensa.

BOOKING
Marta Almeida
booking@cordasonora.com

CordaSonora APRESENTA

Edições Impressas

DISPONÍVEIS DURANTE OS CONCERTOS E NA LOJA ONLINE CORDASONORA

The Wandering Bard
Leyriath: The Path of Moonlight, Cantigas de Santa Maria (Alfonso X)
CD de música com booklet de 12 páginas

The Wandering Bard 
Leyriath: The Song of Lumino (Vihuela Works by L.Narvaez&A.Mudarra and Monteverdi’s Ritornello from l’Orfeo)
CD de música com booklet de 12 páginas

The Wandering Bard 
Leyriath: The Tale of Capricornus, Cantigas de Santa Maria (Alfonso X)
CD de música com booklet de 12 páginas

The Wandering Bard 
Leyriath: Of Music and Legends, Cantigas de Santa Maria (Alfonso X)
CD de música com booklet de 12 páginas