Hadras i Baranas

Hadras i Baranas é o que acontece quando um grupo de músicos de diferentes backgrounds se junta à mesa numa viagem pela cultura sefardita.

Passando pelos vários países que acolheram os judeus expulsos da Península Ibérica e bebendo do simbolismo que envolve esta cultura, exploraram este repertório musical místico que sobrevive desde a idade média até aos dias de hoje, apimentando-o com as suas influências musicais, uma combinação de instrumentos suis generis e decorando-o com exuberantes trajes tradicionais da sefarad.

Uma mistura de épocas, de línguas e de linguagens que culmina num espetáculo de Músicas do Mundo e cria uma ponte sobre as eras, através de uma viagem visual e musical.

 “El traje de oro y de plata ”

… um vestido mágico e belo, o traje de berberisca, um elaborado traje de oito peças ainda hoje usado por noivas judias marroquinas na véspera de casamento.
É originalmente inspirado nos estilos luxuosos de tribunais espanhóis e califados árabes do final da Idade Média.
É uma oferta do pai à noiva, uma herança de família passada de geração em geração.
Sobre veludo ou seda pregam-se pedras preciosas, verdes esmeralda auspiciosos, vermelhos escuros para simbolizar alegria, abundância e fertilidade (a cor do sangue), negra para afastar o mau-olhado, o ouro para ofuscar e os botões em prata Siligree.

Cada peça deste traje feito para enaltecer a beleza, invoca também a mitologia e metafísica Judaica. A riqueza da numerologia está presente tanto nos 21 arcos da saia simbolizando a vida e a morte, como nas 6 esferas solares ao peito, simbolismo da eternidade. A palmeira árvore da vida borda-se normalmente na saia de um dos lados.

“…Una vez y no mas…”

Musica e Videos

Figurino concebido por Marisa Freitas; Logotipo desenhado por Isabel Martinez; Mistura e Video editados por Esin Yardimli Alves Pereira
(A banda achou necessário dar nota da dificuldade de manter a concentração durante a gravação, devido ao elevado nível de odores maravilhosos vindos da gastronomia Sefardita apresentada à mesa.)

Hadras i Baranas enriquecem as suas actuações com os seus trajes únicos, que representam uma das celebrações emocionais mais fortes da histórica cultura sefardita; o casamento. Mas, neste momento, devido aos desafios que todos enfrentamos, infelizmente essas actuações estão em pausa. Então, em vez de uma apresentação ao vivo, queríamos partilhar algo que fosse o mais próximo possível; uma antiga gravação de um ensaio que fizemos na altura em que nos podiamos unir. Pensamos que seria bom manter o mesmo tema; por essa razão, cada imagem transmitida no vídeo é um contrato de casamento sefardita de várias épocas, representando ainda assim, o começo de uma união.

Logotipo desenhado por Isabel Martinez; Mistura e Video editados por Esin Yardimli Alves Pereira

“Yo en estando” é o primeiro video que gravamos nesta quarentena. É a história de um bardo que vai cantar uma canção à janela da sua amada, mesmo sendo ela casada. Como não podíamos mais que sair à janela, deixamos esta perigosa serenata para vocês! E para isso nada melhor do que um video com muitas janelas abertas. Esperemos que gostem.

Logotipo desenhado por Isabel Martinez; Mistura e Video editados por Esin Yardimli Alves Pereira

Banda

Isabel Martinez

Nascida no Porto em 1992, é  formada em Teatro pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, onde teve também formação em canto. Iniciou o seu percurso musical no contexto da música tradicional portuguesa e no estudo da Gaita-de-Fole galega e mirandesa. É multi-instrumentista, juntando às primeiras outros sopros, adufe e percussões tradicionais. Passou pelo estudo de guitarra na Escola de Jazz do Porto e fez parte de dois coros: CoLeGas (coro LGBT da ILGA em Lisboa) e Raised Voices (coro activista em Londres). É actualmente membro de vários projectos de música folk, tradicional e medieval. É formadora de jovens e procura estabelecer laços estreitos entre o Teatro, a Música e a Educação Não-Formal no contexto das práticas artísticas e comunidade..

Vitor Rodrigues

Formou-se em percussão na Academia de Música de Espinho, estudou bateria na Escola de Jazz do Porto e também estudou canto no curso livre de jazz do conservatório de Coimbra e no GEFAC  (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) onde aprofundou os conhecimentos sobre folclore e música tradicional portuguesa e galega. 
Além da música ocidental, interessou-se muito cedo por música árabe, afro-cubana e indiana. Aprende dohola, tablas, davull, e tar de forma autodidacta numa pesquisa que iniciou em 2004 e que expandiu em viagens que fez a Itália, Espanha, França, Bélgica e Dinamarca onde teve a possibilidade de conviver, tocar e participar em diversas formações e workshops com músicos profissionais oriundos de diferentes países e culturas, concedendo-lhe uma visão abrangente da linguagem da percussão  e uma percepção suis generis da própria música.

Marisa Freitas

Nascida em Abril de 1986, formou-se em Dança Contemporânea pelo Balleteatro Escola Profissional, concluindo o curso com estágio na Companhia Balleteatro. 

O movimento é a sua principal área de interesse e ao longo da sua carreira tem tido experiência em performances, teatro de rua, palco, cinema, explorando várias linguagens desde as danças conceptuais até às tradicionais do todo mundo. No seio das danças tradicionais começou a explorar os ritmos, a partir de 2019 inicia-se como percussionista, com maior interesse no davull e adufe. À margem das performances teatrais e musicais dedica-se à costura, desenvolvendo fatos inspirados tanto no tradicional como no imaginário.

Esin Yardimli Alves Pereira

Esin é uma instrumentista com experiência numa grande variedade de estilos e géneros musicais. Estudou violino clássico, recebendo frequentemente bolsas de talento na Turquia e em Espanha. Enquanto membro de vários ensembles e orquestras (Metropole Orkest, IUDKSO, Vigo 430, e outros), deu concertos no Reino Unido, Portugal, Azerbaijão, Rússia, França, Espanha, Turquia, Alemanha e Países Baixos.

Esin actua também com projetos fora da música clássica; principalmente de música Rock, Jazz, Celta e Blues. Estudou violino de jazz na Holanda (CvA) com Jeffrey Bruinsma, Julia Philippens e Tim Kliphuis, ao abrigo da bolsa de talento da escola “AHK Talent Grant”. Esin é co-fundadora do grupo de storytelling, música antiga e folk, The Wandering Bard, e toca com Hadras i Baranas desde a criação do projecto.

Ricardo Alves Pereira

Ricardo Alves Pereira é um guitarrista contador de histórias. Tanto a solo como em grupo, apresenta, juntamente com o repertório, um conteúdo narrativo único inspirado na própria música. Ricardo conta com quatro discos gravados a solo, e em conjunto com o duo CordaSonora, e The Wandering Bard. Recebeu vários prémios em concursos e deu concertos a solo, com ensembles e com orquestra por palcos de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Reino Unido e Turquia. Estudou música em cinco países diferentes na Europa, adquirindo o grau de mestre em guitarra no Conservatório Real de Haia, como bolseiro de investigação artística da Fundação GDA, e ao abrigo da bolsa “Excellence in Music Talent Grant”. Enquanto membro dos Hadras i Baranas, Ricardo explora a sonoridade do oud, instrumento que influenciou a música tradicional e clássica espanhola, com a qual Ricardo se formou e especializou.

Ana Sousa

Nascida em Lisboa é licenciada em Música Antiga e Pós-graduada em Estudos Avançados de Polifonia pela ESMAE, onde presentemente é mestranda em Ensino da Música. Estudou também na  Hochschüle für Kunste Bremen (Alemanha). Paralelamente frequenta o Mestrado em Estudos Artísticos – Musicologia Histórica na Universidade de Coimbra. Toca regularmente em projetos de música antiga: é membro do ensemble “Ars Luxurians” e “Capella Invicta”. É vencedora da 29º edição do Prémio Jovens Músicos na Categoria de Música Barroca com o grupo “Camerata 2.6”. Fez parte do “Coro Sinfónico Lisboa Cantat” e explorou a música contemporânea portuguesa no “Coro Anonymus”

Faz parte do grupo “B’rbicacho” onde explora a vertente da música e dança de cariz tradicional; Integrou recentemente a companhia “Teatro em Caixa” fazendo recriações de carácter cómico dedicadas à  idade média e ao jogralismo

Agenciamento e Orçamentos

 

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